
INTRODUÇÃO
No início deste milênio, delineei um caminho ambicioso para que Angola pudesse superar o hiato digital e integrar-se à economia global do conhecimento. Com o lançamento da “Estratégia para o Desenvolvimento das Tecnologias de Informação (2000-2010)”, estabeleci um ponto de inflexão na governança técnica do país, focando na modernização da administração pública e na expansão da infraestrutura crítica de telecomunicações. Vejo em eventos como a INFORANGOLA-2003 não apenas vitrines comerciais, mas catalisadores científicos para fomentar novos operadores e a capacitação técnica local.
Neste depoimento, apresento as diretrizes fundamentais que tracei para a soberania tecnológica angolana. Concentro meus esforços na criação de centros de excelência, na desoneração de hardware e no desenvolvimento de sistemas de informação integrados. Trabalho para transformar o potencial teórico em capacidade instalada, pois acredito que a redução do fosso digital é o único caminho para inserirmos o país, de forma competitiva, no mercado tecnológico internacional.
INFORANGOLA – 2003
O vice-ministro para a Ciência e Tecnologia de Angola, aplaudiu a realização da Construa-2003 que consiste em três feiras e conferências internacionais, mormente a ligada ao Salão e Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Internet (IFORANGOLA-2003). Na óptica do governante, o evento visa (também) a expansão do mercado das tecnologias de informação e incentivar o surgimento de novos operadores de serviço de Internet com capacidade e autonomia. Num depoimento solicitado pela revista “África Hoje”, a propósito, Pedro Teta anunciou o lançamento, durante o certame, da brochura a ”Estratégia para o Desenvolvimento das Tecnologias de Informação em Angola”, no período 2000-2010.
Que importância confere ao Salão e Conferência Internacional de Tecnologias de Informação e Internet (INFORANGOLA-2003) em termos de desafios vindouros para Angola e dentro daquilo que é o Programa do Governo?
No que concerne ao domínio das tecnologias de informação, o governo já dispõe de um programa que se intitula “Estratégias para o Desenvolvimento das Tecnologias de Informação em Angola”, que tem como meta o período 2000-2010. Estamos a trabalhar nesse domínio há aproximadamente três anos. Portanto, só nos resta aplaudir a realização desta feira, porque visa a expansão do mercado das tecnologias de informação.
Este evento visa também incentivar o surgimento de novos operadores de serviços Internet com capacidade e autonomia. Visa ainda incentivar o país na criação de programas específicos para o aumento da cultura informática e suas aplicações.
Nesta senda, e aproveitando a oportunidade que a revista “África Hoje” nos proporciona, diria que várias acções estão a ser empreendidas a nível nacional, dentre as quais gostávamos de mencionar algumas: primeiro, desenvolver mecanismos e processos de planeamento para se implementar os sistemas nacionais de informação integrada e as infra-estruturas de comunicação; segundo, incentivar os organismos do Estado a utilizarem as tecnologias de informação de forma conveniente através do desenvolvimento de um plano estratégico em tecnologias de informação para a administração pública; terceiro, criar capacidades de desenvolvimento local de tecnologias de informação através de um sistema de ensino adequado; quarto, identificar centros de excelência a nível nacional e regional capazes de providenciarem uma formação aos operadores de rede, utilizadores da função pública e sector privado; quinto, e como já frisei, criar programas especiais para o aumento da cultura informática e suas aplicações; sexto, reduzir as taxas de importação dos produtos de tecnologias de informação e aumentar o investimento em tecnologias de informação; sétimo, identificar e eliminar as eventuais barreiras para o uso do comércio electrónico, Internet, etc.; oitava, identificar, anualmente, as necessidades em equipamentos de tecnologias de informação de forma a se efectuar importações em bloco; nono, identificar projectos de alta rentabilidade no domínio das tecnologias de informação, a nível regional e internacional, incentivando as empresas públicas e privadas de âmbito nacional a participarem técnica e financeiramente. Portanto, esta feira é de extrema importância para nós que trabalhamos dia-a-dia para o desenvolvimento e para a massificação dessa área que é tão recente no nosso país.
Que ganhos ou benefícios pode ter para o sector?
É evidente que este evento traz ganhos e benefícios não só para o sector que dirigimos, mas também para o país e para os seus beneficiários em particular. Deixai-me dizer também que a Comissão Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação terá o seu maior benefício quando em qualquer espaço com 100 mil habitantes estiver implantado os serviços de tecnologias de informação e comunicação, por outras palavras quando o fosso digital se reduzir.
Como caracteriza o sector em Angola?
Como já nos referimos atrás, à nível das estruturas do governo, o sector da Ciência e Tecnologia é uma área nova; aliás, se a nível internacional este sector não vem desde os tempos remotos, o que falar de Angola nesse domínio?…
Por essa razão, ficamos muito para atrás daquilo que se poderia esperar de Angola no que diz respeito aos desafios para o desenvolvimento das tecnologias de informação.
Portanto, temos é que correr com os pés bem seguros para que possamos, neste breve espaço de tempo que nos foi incumbido pelo nosso governo, implementar na íntegra os desafios traçados na brochura “Estratégia para o Desenvolvimento das Tecnologias de Informação em Angola”, no período 2000-2010”. Brochura essa que temos a honra de lançar nesta grande Exposição de Tecnologias de Informação, denominada EXPOTELECOM ANGOLA-2003 e INFORANGOLA-2003. A materialização destas acções, sem dúvida, levará Angola a inserir-se na mundialização do mercado tecnológico e informático.
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