
INTRODUÇÃO
Como Pedro Sebastião Teta, vice-ministro da Ciência e Tecnologia de Angola, tenho a honra de compartilhar reflexões fundamentais sobre o papel transformador das tecnologias de informação e comunicação no desenvolvimento do nosso país e na construção de uma sociedade mais justa e próspera.
Este artigo documenta importantes considerações apresentadas durante o seminário sobre Tecnologias de Informação e Desenvolvimento, um evento estratégico destinado à capacitação dos nossos funcionários públicos. As discussões aqui relatadas refletem não apenas a visão governamental sobre o potencial das TICs, mas também os desafios e oportunidades que enfrentamos na nossa jornada rumo à sociedade da informação.
A era digital em que vivemos apresenta-nos um duplo cenário: por um lado, oferece oportunidades sem precedentes para o desenvolvimento e redução das desigualdades; por outro, exige de nós preparação, estratégia e investimento para que não sejamos deixados para trás no processo de transformação global. É sobre esta realidade complexa e as nossas respostas a ela que me debruço neste texto.
TICs e desenvolvimento
As tecnologias de Informação e comunicação constituem elementos catalisadores para o desenvolvimento e redução da pobreza, afirmou quarta-feira, em Luanda, o vice-ministro da Ciência e Tecnologia, Pedro Teta.
O governante fez esta afirmação na abertura do seminário sobre Tecnologias de Informação e Desenvolvimento, que visa capacitar funcionários públicos nesta matéria.
Segundo o orador, o Governo angolano, no domínio das tecnologias de informação, aprovou a sua estratégia de desenvolvimento 2000/2010, bem como criou a Comissão Multidisciplinar e Multisectorial que tem como tarefa coordenar e regular as actividades do Estado rumo a sociedade de informação.
O vice-ministro frisou que a actual era de informação está cheia de oportunidades e de perigo.
“Existem oportunidades para que os menos privilegiados e pobres sejam ricos, mas há o perigo de que fosso entre os países pobres e ricos se alargue. Devemos apostar no crescimento dos recursos humanos para Angola, combater a exclusão digital e inserir-se na rede global”, exortou.
De acordo com ele, as tecnologias de informação e comunicação garantem novos meios aos cidadãos para exigir responsabilidades ao Governo, na transparência, boa governação e utilização dos recursos públicos.
“As tecnologias de informação serão instrumentos eficazes no fomento da igualdade de crescimento económico e na redução das disparidades entre países desenvolvidos e sub-desenvolvidos”, referiu.
Os participantes abordaram, no primeiro painel, a experiência brasileira em tecnologias de informação e a importância de se fazerem investimentos massivos em infraestruturas de telecomunicações e energia, para que as tecnologias de informação e comunicação tenham impacto no desenvolvimento económico e humano.
Durante o período da manhã foi analisado o tema “Inclusão Digital”. A tarde esta reservado o debate sobre “Aplicações Orientadas,” “A Gestão da Função Pública, Económica, Financeira e Bancária, bem como a “Implementação da Indústria de Tecnologias de Informação”.
O Evento, uma organização da Comissão Nacional das Tecnologias de Informação, em parceria com a empresa Microcenter, tem o seu termo previsto para quinta-feira.
FONTE: http://www.angolapress-angop.ao/noticia.asp?ID=202679
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