01/04/2004

INTRODUÇÃO
A reunião que presidi entre a Comissão Nacional de Tecnologias de Informação (CNTI) e os representantes dos governos provinciais marcou um momento decisivo na nossa estratégia de desenvolvimento tecnológico nacional. Como vice-ministro da Ciência e Tecnologia, tenho a convicção de que Angola deve assumir o controlo do seu destino tecnológico, garantindo que o desenvolvimento das TIC no nosso país seja conduzido de forma soberana e em benefício directo das nossas comunidades.
Durante esta reunião, realizada em Luanda, tive a oportunidade de apresentar uma visão que considero fundamental para o futuro de Angola: a necessidade urgente de um plano director de tecnologias de informação que nos permita reduzir a dependência excessiva de soluções externas e promover o desenvolvimento do nosso empresariado local. Esta não é apenas uma questão técnica, mas uma questão de soberania económica e desenvolvimento sustentável.
A minha experiência à frente da CNTI tem-me mostrado que o verdadeiro desenvolvimento tecnológico só é possível quando existe uma estratégia coordenada que envolve todos os níveis de governo e a sociedade civil. Por isso, considerei essencial reunir os representantes provinciais para alinharmos as nossas acções e garantirmos que o progresso tecnológico chegue efectivamente a todas as regiões do país.
O texto que se segue documenta as principais decisões e anúncios que fiz durante este encontro, incluindo a expansão dos centros comunitários de Internet e o lançamento da nova página web da CNTI, iniciativas que reflectem o nosso compromisso com a democratização do acesso às tecnologias de informação em Angola.
Novas tecnologias carecem de plano director

O Governo angolano necessita de um plano director de tecnologias de informação para reduzir a intervenção de empresas estrangeiras no mercado nacional sem a parceria com o empresariado local, anunciou ontem, em Luanda, o vice-ministro da Ciência e Tecnologia, Pedro Teta.
O vice-ministro, que falava na reunião entre a Comissão Nacional de Tecnologias de Informação (CNTI) e os representantes de governos provinciais, anunciou a criação em seis províncias de centros comunitários com ligação à Internet, com a instalação de antenas.
O encontro serviu igualmente para a apresentação da nova página do CNTI na Internet, que irá ao ar no próximo dia dois de Abril.
O governante apelou à padronização das soluções informáticas, evitando que qualquer empresa estrangeira se instale no país à margem do que se faz no país.
De acordo com Pedro Teta, as igrejas e organizações não governamentais já estão a participar na instalação de cyber-centros em várias comunidades.
O CNTI, de acordo com o relatório de actividades do ano passado, gastou 22 milhões de kwanzas. Para este ano está previsto um total de investimentos que rondam os 300 milhões de kwanzas.
Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.