
INTRODUÇÃO
Acompanhar o crescimento de Angola no cenário internacional, especialmente no campo da ciência e tecnologia, é motivo de orgulho e inspiração para todos nós que acreditamos no potencial do nosso país. Motivado por essa convicção, escrevo este artigo para destacar um importante passo que Angola dará em 2005: a candidatura à presidência da Comissão de Ciência e Tecnologia das Nações Unidas, uma iniciativa apoiada por diversas nações africanas.
Neste texto, apresento os avanços que marcam o projecto nacional de construção da sociedade da informação, enfatizando o papel estratégico das tecnologias de informação para o desenvolvimento económico, a redução das disparidades e o fortalecimento da educação e do conhecimento em Angola.
Compartilho ainda as conquistas recentes da Comissão Nacional das Tecnologias de Informação, desde parcerias internacionais e eventos de integração, até a criação de centros tecnológicos e avanços legislativos nas áreas das TICs. Ao relatar estas realizações, busco estimular a reflexão sobre as oportunidades que o futuro digital pode trazer para Angola e sobre a importância do compromisso e da união de diferentes setores da sociedade para ampliar o acesso e a qualidade das novas tecnologias em nosso país.
Angola concorre à presidência da comissão de tecnologia das Nações Unidas em 2005
Em 2005, com o apoio de outros países africanos, Angola vai candidatar-se à presidência da Comissão de Ciência e Tecnologia das Nações Unidas, adiantou hoje, em Luanda, o coordenador da Comissão Nacional das Tecnologias de Informação (CNTI), Pedro Teta.
Pedro Teta, que prestou esta informação durante a tradicional cerimónia de cumprimentos de fim de ano, disse que tal facto vem juntar-se a readmissão de Angola, a partir de Janeiro de 2005, como membro da comissão, onde já ocupou a vice-presidência por dois mandatos até 2003.
Segundo o responsável, as tecnologias de informação podem converter-se num instrumento eficaz para o fomento da igualdade, em termos de crescimento e desenvolvimento económico e reduzir as disparidades entre os países desenvolvidos e os subdesenvolvidos, assim como facilitar o acesso ao conhecimento e a educação.
Com vista a melhor implementar as tecnologias de informação no país, referiu que o governo tem como prioridades a construção da sociedade da informação e do conhecimento no país, tendo em conta que o seu uso permitirá a um grande número de angolanos ter acesso a “globalização do conhecimento”.
Sobre as actividades desenvolvidas em 2004, destacou a assinatura de vários acordos de parceria com empresas suíças, americanas, indiana e sul africana, assim como a organização de mais de 12 mesas redondas com o empresariado angolano e estrangeiro que actuam no domínio das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no país.
Este ano, o CNTI inaugurou dois ciber centros provinciais (Bengo e Ndalatando no Kwanza-Norte), trabalhou com entidades religiosas e ONG na criação de centros de tecnologias de informação, entre outros.
Destacou ainda a fase final em que se encontra a legislação no domínio da lei do crime informático e a lei das TICs, bem como a parceria estabelecida com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que permitiu o lançamento do projecto Angonet, orçado em dois mil dólares norte-americanos, vindo de doações internacionais.
A assinatura de acordos com a Fesa para o lançamento do projecto de implementação da internet nas escolas e com o governo do Canadá para o lançamento do mesmo projecto, a realização de cursos das TIC para os quadros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) foram outras actividades realizadas pelo CNTI.
Pedro Teta disse acreditar que com a visibilidade internacional conseguida pelo CNTI, o seu pelouro conseguirá criar um consenso social e político alargado, com vista a aumentar a qualidade e o uso das novas tecnologias de informação e comunicação.
FONTE: http://www.angolapress-angop.ao/noticia.asp?ID=308214
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