Fórum Angola TI 2007 – Participantes elogiaram esforços para uma governação electrónica em Angola

Por: Emanuel João

INTRODUÇÃO

O Fórum Angola TI 2007, realizado em Luanda, destacou os esforços do governo angolano para modernizar a administração pública através da governação eletrónica. Participantes elogiaram a iniciativa, ressaltando a importância de uma transição eficiente e focada no cidadão.

Especialistas como Carlos Oliveira enfatizaram a necessidade de evoluir da administração tradicional para a eletrónica, evitando a mera informatização. A meta era simplificar processos, eliminar burocracias e promover uma cidadania mais participativa.

O evento, que ocorreu entre 28 e 30 de novembro de 2007, incluiu debates sobre temas como o projecto Sátelite e Fibra Óptica do Governo de Angola e o uso de TICs na saúde e educação. Pedro Teta apresentou o portal do governo angolano como ferramenta para instituições e cidadãos.


Fórum Angola TI Participantes elogiam esforços para uma governação electrónica em Angola

Vários foram os participantes que elogiaram os esforços do Governo angolano no sentido de conduzir a sua administração pública mais celere e eficiente. Estas opiniões foram apresentadas ao longo do painel sobre governação electrónica em Angola. Entre estes constavam Benito Paret (Brasil), Cheik Modibu Diarra (África do Sul) e Carlos Oliveira (Portugal), para além obviamente do Professor Doutor Pedro Sebastião Teta, Vice-ministro da Ciência e Tecnologia e Coordenador Nacional da CNTI.

Durante a sua exposição, Carlos Oliveira, Director da Leadership uma empresa que presta consultoria ao Governo angolano nesta questão de governação electrónica, considerou que a administração deve evoluir da tradicional à electrónica, evitando-se apenas a governação computarizada ou ainda a governação moderna em que apesar de existirem tecnologias não se presta a devida atenção ao factor humano tal como em relação aos procedimentos e a burocracia.

No entendimento daquele especialista português, antigo deputado do PSD à assembleia da República, a governação electrónica tem em vista a eliminação das filas e a simplificação dos processos com a eliminação de burocracias desnecessárias.

Em última análise, considerou aquele prelector, a governação electrónica visa criar uma cidadania participativa. Do mesmo modo, alertou para o facto de as TIC, na governação, terem um impacto directo, mas um retorno demorado, na medida em que se tratam de altos investimentos no apetrechamento tecnológico e na capacitação dos quadros. Não menos importante, defendeu sustentado na sua experiência como antigo coordenador da sociedade de informação para a governação electrónica , é a liderança e o compromisso político no sentido de viabilizar este processo que acaba por criar rupturas com algumas praxis antiquadas. têm.

Decorreu entre os dias 28-30 de Novembro a segunda edição do IT Fórum Angola 2007, no centro de convenções de Talatona, em Luanda, numa organização da Comissão Nacional de Tecnologias de Informação, com produção executiva da Arena Angola.

Durante os três dias houve uma mesa redonda-debate sobre este painel, mas muitos outros temas com destaque para «O projecto Sátelite e Fibra Óptica do Governo de Angola», pelo Engenheiro José Neto Fernandes do ministério dos Correios e Telecomunicações, «O melhoramento dos serviços de saúde e de educação com recurso às TICs», por Paul Ward da Alcatel Lucent. Vários ministérios aproveitaram a oportunidade para apresentar os seus projectos neste domínio como são os casos da Saúde, Defesa, Juventude e Desportos.

Naquela ocasião, Pedro Teta apresentou aos participantes ao Fórum o portal do Governo angolano, como um serviço e uma ferramenta disponível às instituições públicas, privadas e científicas tal como aos cidadãos.

Interessante foi a disputa entre a Linux de França e a Microsoft que têm vindo a desenvolver soluções diferentes aos países emergentes no sentido da sua integração a globalização em curso. Ao longo de 2008, segundo a Linux, irá oferecer computadores de baixo custo com forte mobilidade para as crianças e estudantes. Entretanto, a Microsoft defende que Angola, enquanto país rico está em condições de oferecer aquilo que há de melhor no mundo aos seus cidadãos.

Por outro lado, Beniro Paret sugeriu que o governo angolano instituisse um prémio nacional de empreendedorismo, como forma de galvanizar o surgimento de novas empresas alicerçadas em iniciativas esmeradas e forte criatividade, sobretudo aquelas que estejam directamente ligadas ao sector das TIC.

Do mesmo modo, Pedro Teta lançou um repto aos quadros do sector no sentido de aperfeiçoarem a sua formação com ferramentas de ponta ligadas quer à Microsoft como outras marcas havendo disponibilidade do seu organismo em apoiar este esforço. Tudo isso numa altura em que a comissão nacional procedeu ao lançamento do sistema Linux de ensino a distância através do e-learning.

Para além das distintas prelecções, decorreu igualmente uma feira de exposição a que acorreram diferentes empresas nacionais ligadas directamente ao sector, tal como das telecomunicações móveis.

FONTE: http://www.tiangola.com/index.php?option=com_content&task=view&id=131&Itemid=148

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