Por Ana Claudia Bacellar

INTRODUÇÃO
No início de 2008, um artigo foi publicado discutindo os avanços e planos para o desenvolvimento da sociedade de informação em Angola. O texto abordou as iniciativas do governo angolano para implementar tecnologias de informação e comunicação no país, sob a liderança de Pedro Teta, então vice-ministro da Ciência e Tecnologia.
O artigo começou com votos de boas realizações para o ano que se iniciava e prosseguia detalhando os esforços do governo para transformar Angola através da tecnologia. Destacou-se o lançamento de um plano de ação para as TICs e a criação do Portal do Cidadão no final de 2007, visando melhorar a governança e o acesso a serviços públicos.
A introdução contextualizava o momento de oportunidades que Angola vivia no setor de TI, com o governo sinalizando sua intenção de estar na vanguarda tecnológica. O texto preparava o leitor para uma análise detalhada das iniciativas, metas e desafios que o país enfrentava em sua jornada rumo à sociedade da informação.
Uma revolução pacífica em Angola
Meus caros leitores, primeiramente desejo a vocês um 2008 cheio de grandes realizações, conquistas e celebrações. Bons negócios e excelentes resultados em suas iniciativas.
Para encerrar este ciclo de matérias referente ao mundo de telefonia e tecnologia da informação em Angola, partilho com vocês a iniciativa do governo Angolano referente ao processo de edificação da sociedade de informação, sob a tutela de Pedro Teta, vice-ministro da Ciência e Tecnologia no País.
Segundo o vice-ministro, o lançamento do plano de ação para as tecnologias de informação e comunicações tornará Angola um País radicalmente diferente. Para isto, o governo angolano trabalha com as melhores práticas existentes em nível mundial. O objetivo é dar saltos quânticos pulando etapas nesta transformação da sociedade angolana.
O papel das tecnologias de informação e comunicações em Angola é servir de instrumento capaz de contribuir para o combate à pobreza e resolver problemas básicos. Adicionalmente as tecnologias de informação podem contribuir para uma melhor governança, redução de custos e estímulo à interoperabilidade entre os diferentes sistemas da máquina pública. Um exemplo disto foi o lançamento oficial no final de 2007 do Portal do Cidadão.
Lançamento do Portal do Cidadão
O projeto é também chamado de “Governação Electrónica” aqui em Angola. Os objetivos são de prestar serviços por meios de tecnologias de informação, simplificar a prestação de serviços governamentais para o cidadão, acesso rápido e fácil aos serviços governamentais, integração entre os Organismos, oficializar a imagem do governo angolano para o mundo através da Internet, entre outros. O portal é gerido pela CNTI – Comissão Nacional das Tecnologias de Informação.
O Portal foi desenvolvido em uma plataforma tecnológica que contém um sistema de gestão de conteúdos, que permite a inserção de conteúdos na página, desde que o editor possua permissão para tal, por segurança. A plataforma permite, ainda, o alojamento de subpáginas, permitindo que instituições que não possuam ainda suas páginas o passam fazer sem dispêndio de recursos adicionais.
Além do Portal do Governo, existem também outros Portais, tais como: Portal Administrativo e Portal Ministerial.
Conforme informou Pedro Teta, a promoção da transferência tecnológica é um dos pontos vitais da estratégia de uma sociedade de informações em Angola. O vice-ministro tenciona construir um parque de tecnologia e criar um parque de incubadoras de empresas. Ele acredita que “o governo tem a obrigação de criar uma base de incubação de empresas tecnológicas. Existem empresas que não possuem parceiros angolanos. Contudo, a tendência é acabar com esta situação. Estimulamos as empresas estrangeiras a trabalhar com empresas angolanas e transferir conhecimento e partilhar riqueza”, conclui.
Quando questionado pela Revista Portuguesa CXO (Tecnologia da Informação para Executivos) qual seria a sua ambição para 2010 em termos de sociedade de informação em Angola, o vice-ministro não titubeou: “custos de acesso à Internet reduzidos, largura de banda semelhante à de outros Países, ao mínimo um computador pessoal em cada escola, ter todos os centros comunitários e quiosques operacionais, ter o datacenter governamental operacional, ter o Portal do Governo com mais de mil conteúdos disponíveis aos cidadãos angolanos e ter alcançado um grau de qualificação da população satisfatório são a nossa ambição”. Ele finaliza seu desejo dizendo que “se conseguirmos alcançar estes objetivos poderei dizer que estou satisfeito”.
O que se nota em Angola neste momento é uma grande oportunidade de negócios para o setor de TI. E oportunidades estão para ser exploradas. O governo está sinalizando claramente sua intenção de estar na vanguarda da tecnologia. Esperemos os anos para ver os resultados de todas estas iniciativas.
Fontes: Revista CXO – Tecnologias de Informação para Executivos
Site do Portal do Governo: www.cidadao.gov.ao
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