Em 2007, Tecnologias de informação poderiam ser alavanca para o empresariado nacional

27/08/2004

INTRODUÇÃO

Como vice-ministro da Ciência e Tecnologia de Angola, tenho dedicado grande parte da minha carreira a compreender e promover o papel transformador das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no desenvolvimento socioeconómico do nosso país. A reflexão que apresento neste texto nasceu da minha participação na primeira Conferência Internacional e segundo Encontro Nacional dos Profissionais de Secretariado, realizada em Luanda, onde tive a oportunidade de dissertar sobre “A Tecnologia da Informação e Comunicação no Desenvolvimento Empresarial”.

Acredito firmemente que Angola se encontra num momento crucial da sua história económica, onde as decisões que tomamos hoje sobre a adopção e integração das TIC determinarão a nossa capacidade de competir no cenário global e regional. A minha experiência no sector governamental tem-me mostrado que as tecnologias não são apenas ferramentas técnicas, mas verdadeiras alavancas de transformação social e económica.

Neste contexto, considero fundamental abordar como as TIC podem ser estrategicamente utilizadas para colmatar as lacunas estruturais que ainda persistem na nossa economia, particularmente no que se refere ao desenvolvimento do empresariado nacional. A globalização e a crescente competitividade, especialmente no âmbito da SADC, exigem de nós uma abordagem proactiva e inovadora.

O texto que se segue reflecte não apenas as minhas convicções pessoais, mas também uma visão estratégica para Angola, onde as TIC se tornem instrumentos efectivos de inclusão social, desenvolvimento empresarial e crescimento sustentável, preparando o nosso país para os desafios da sociedade do conhecimento.


Tecnologias de informação podem ser alavanca para o empresariado nacional

O vice-ministro da Ciência e Tecnologia, Pedro Teta, disse quinta-feira, em Luanda, que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) podem converter-se num instrumento eficaz e na alavanca decisiva para promover o crescimento rápido e sustentável do empresariado nacional.

De acordo com Pedro Teta, que dissertava sobre o tema “a tecnologia da informação e comunicação no desenvolvimento empresarial”, na primeira conferência internacional e segundo encontro nacional dos profissionais de secretariado, disse que as TIC vão facilitando o acesso ao conhecimento e a superação continua do pessoal envolvido nas actividades do Secretariado.

Em Angola será preciso assimilar esse carácter estratégico e o impacto que este sector pode e deve ter para o arranque da economia, colmatando o défice demográfico e técnico-científico existente entre a infra-estrutura humana e a económica.

Para Pedro Teta, a globalização das economias e a crescente competitividade a escala internacional, na comunidade de desenvolvimento da áfrica austral (SADC), exige de Angola, dos seus cidadãos e em particular das empresas nacionais adaptações rápidas e profundas, no sentido de se atingir valores como a qualidade, a inovação e a capacidade para enfrentar e prever mudanças.

O desemprego e a marginalização social, serão as consequências para quem não for capaz da se moldar ao ritmo destas mudanças que estão normalmente associadas ao desenvolvimento das tecnologias de informação, com repercussões ao nível de processos produtivos e em última instância ao desenvolvimento sustentável das suas empresas.

As TIC, na opinião do vice-ministro, devem ser consideradas como um meio e não como um fim em si, para se utilizar no desenvolvimento dos recursos humanos, aumentar a eficiência e eficácia das instituições públicas e privadas, proporcionar o acesso universal dos cidadãos à informação e ao conhecimento, melhorar relacionamento governo-cidadão e aumentar a transparência governativa.

Criar um ambiente legal e de negócios favoráveis à produção e disseminação das tecnologias da informação e comunicação, criar uma indústria de Software e conteúdos angolanos, e fazer com que Angola seja um parceiro activo na sociedade de informação preparando-a rumo à sociedade do conhecimento, devem ser os destaques das TICs.

O vice-ministro Pedro Teta, faz votos de que as TIC contribuam efectivamente para o desenvolvimento empresarial no país. “é fundamental apostar na capacitação dos recursos humanos, que constituem a força motora em qualquer projecto de desenvolvimento”.

” É imperativo a criação de parcerias públicas e privadas, assegurando e criando mecanismos de transferência de tecnologias e know-how e incentivar a criação de parceria entre o empresariado nacional com as multinacionais de tecnologias de informação e comunicação”, pontualizou Pedro Teta.

A primeira Conferência Internacional e o segundo encontro nacional das profissionais de secretariado decorre em Luanda de 26 a 27 deste mês, sob o lema ” Género e as novas tecnologias de informação, comunicação e formação”.

FONTE: http://www.angolapress-angop.ao/noticia.asp?ID=277077

Comments are closed, but trackbacks and pingbacks are open.