Em 2006, foi constituída rede de Intranet dos ministérios

23/05/2006

INTRODUÇÃO

Em nosso compromisso permanente de impulsionar o desenvolvimento digital e criar benefícios concretos para a população angolana, desenvolvemos iniciativas estratégicas que buscam modernizar e aproximar o Governo dos cidadãos. Acreditamos que a tecnologia, quando bem utilizada e pensada para as necessidades reais do nosso povo, é uma ferramenta poderosa de inclusão, eficiência e transparência.

Neste artigo, que escrevo com grande responsabilidade e dedicação, compartilhamos os principais passos e investimentos realizados para a criação do Portal do Governo e da rede de Intranet dos ministérios. Mais do que uma inovação tecnológica, este projeto representa o esforço coletivo de todos nós, que trabalhamos diariamente para garantir que Angola avance em direção a uma sociedade de informação mais justa e acessível para todos.

Nosso objetivo é sempre criar soluções que facilitem o acesso à informação, promovam a integração entre órgãos públicos e ofereçam serviços cada vez mais modernos, seguros e eficazes à população angolana. Porque sabemos que é assim, construindo pontes por meio da tecnologia, que entregamos valor real ao nosso país.


Constituída rede de Intranet dos ministérios

O Governo angolano disponibilizou cerca de dois milhões de dólares para implementar o projecto sobre a criação do seu portal e da rede de Intranet (rede interna) dos ministérios.

Quer o portal do Governo quer a rede de Intranet dos ministérios contam com assessoria técnica brasileira e portuguesa para a sua estruturação, e tem lançamento previsto para o próximo mês de Novembro.

De acordo com o vice-ministro da Ciência e Tecnologia, Pedro Teta, que prestou tais declarações, todos os ministros e seus respectivos coadjutores terão facilitado o seu trabalho, em termos de correspondência, o que não acontece actualmente.

A par do portal do Governo, cuja recolha de dados sobre o tipo de serviço prestado pelos vários ministérios constitui a mais valia para a criação do mesmo, está nele inserido o portal do cidadão onde todo e qualquer indivíduo pode obter informações sobre o funcionamento dos diversos órgãos institucionais numa linguagem bastante simplificada.

Pedro Teta garantiu que o portal governamental será dotado de padrões de segurança de última geração, devido aos chamados “hacker” da Internet. Noutra vertente, a rede Intranet dos ministérios não será de acesso público, pois, funcionará entre os respectivos órgãos.

Para esta fase estarão abrangidas entidades ligadas ao mais alto nível da hierarquia governamental. “Até porque alguns ministérios já dispõem de serviços de Intranet mas que, no entanto, poderão ser aperfeiçoados dentro deste pacote técnico”, frisou.

É pretensão do Governo, em ocasiões futuras, atingir as dezoito províncias que formam o país de modo que o projecto em causa se torne global. Adiantou, por sua vez, que Angola se fará presente na cimeira sobre tecnologias de informação, a realizar-se em Novembro próximo, e está a desencadear um esforço para levar ao certame um plano bem elaborado e estruturado sobre as tecnologias de informação (IT).

Afirmou que de acordo com as experiências de Cabo Verde e Moçambique, no que toca às IT, pretendem conceber um plano que permita o país usufruir de fundos disponibilizados por instituições internacionais interessados em apoiar financeiramente projectos ligados às IT. E como não deixou de sustentar, “só quando os projectos são bem estruturados é que bancos internacionais cedem dinheiro para o efeito”.

Enquanto que o país irmão do Índico, Moçambique, disponibilizou uma verba de 200 milhões de dólares para os próximos dois anos, no tocante à implantação das IT, Angola fê-lo com 100 milhões para o períodos que vai de 2005/2010. Acredita-se que o Governo venha a mudar de vector e direcção no que concerne a investimentos das IT, devido à dinâmica que se verifica na sociedade de tecnologias de informação, disse.

Segundo Pompeo Scola, técnico da Troy Consultores e da Advanced Consultoria e Treinamento, empresas que prestam assessoria técnica na estruturação do portal governamental, há províncias que não dispõem de rede digital de telefonia fixa na qual o Governo deve, para o sucesso do projecto em referência, recorrer a outros meios como satélites ou cabos subterrâneos, pois quando a rede é analógica – como acontece na maior parte das províncias, não é suportável o nível de carga que tais serviços empregam.


Fonte: Jornal de Angola (António Pedro)

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