
INTRODUÇÃO
Observávamos que o desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação em Angola tinha sido amplamente debatido entre governo, empresariado e universidades. Segundo o PCA da Sistec, o país possuía 97.000 telefones fixos, 3.000 telefones sem fio e 2,2 milhões de telemóveis.
Em 2004, aprováramos quatro novos operadores de telefonia fixa, mas apenas NEXUS e MERCURY iniciaram operações, posteriormente fundindo-se. Rui Santos destacou a chegada de empresas estrangeiras, mas criticou a “injustiça da correlação de forças”, pois estas possuíam vantagens competitivas através de linhas de financiamento do Brasil e Portugal.
Como Vice-Ministro, reconheci a necessidade de criar uma associação das empresas de software angolanas e estabelecer regras para parcerias com empresas estrangeiras. A Associação Tecnológica das Empresas Angolanas existia com 54 membros, mas apenas cinco tinham pago as quotas iniciais. Na telefonia móvel, a Movicel introduziu tecnologia de terceira geração e serviços como Movinet, planeando lançar CDMA2000EVDO com capacidade de transmitir televisão e serviços de localização.
Através da Comissão Nacional das Tecnologias de Informação, tínhamos trabalhado junto do Conselho de Ministros para definir estas regras e garantir parcerias sérias.
Em 2004, Governo angolano e empresariado tecnológico no país refinam parcerias
O estado de desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação em Angola é uma questão muito badalada nos últimos tempos ao nível dos vários sectores estratégicos como o da Administração do Estado, privado e educacional. Membros do Governo, empresariado, operadoras e universitários estiveram recentemente juntos a debater a situação em que se encontram os níveis de penetração destas tecnologias no país.
O PCA da Sistec defendeu na ocasião que se deviam alterar os modelos de estatística do sector das Telecomunicações no país, avançando com base na sua experiência de mercado alguns números actuais do sector. “Telefones fixos por cabo, 97.000, com uma capacidade instalada de 150.000, telefones fixos sem fio cerca de 3.000 telefones FWA proprietários, telemóveis cerca de 2 Milhões e 200 Mil, numa capacidade instalada de cerca de 2 Milhões e meio de Infra – estrutura de Comunicações”.
De acordo com Rui Santos, em 2004, o Governo aprovou 4 novos operadores de de telefonia fixa, dos quais apenas dois arrancaram efectivamente, NEXUS E MERCURY, tendo posteriormente a segunda adquirido a primeira. Estes novos operadores assentaram o seu desenvolvimento na base de um trinómio, Telefonia fixa sem fio, Internet e Vsat, havendo uma inovação no mercado angolano, denominada WiMax – “uma tecnologia que se aproxima muito das tecnologias celulares”, situação que na óptica de Rui Santos, “vai dar muita dor de cabeça aos operadores tradicionais de telefonia móvel, pois através dela é possível a realização de comunicações por telefonia móvel” argumentou.
As Tecnologias de Informação
Para o Rui Santos, é de louvar a vinda de empresas estrangeiras ao país no sentido de interagirem com a sua experiência a nível das Tecnologias de Informação e Comunicação, (TICs), mas por outro, “há uma questão que se chama ‘injustiça da correlação de forças’, portanto, estas empresas vêem suportadas por linhas de financiamento do Brasil, no caso de brasileiros e por outras linhas de financiamentos suportadas por Portugal, logo elas têm uma vantagem competitiva sobre qualquer programa que nós (empresas angolanas), possamos apresentar o que impede a competição equilibrada por ausência destes programas de financiamentos no país. Ainda assim as parcerias que estas empresas apresentam às angolanas não são as mais convenientes, cita o empresário – “ as parcerias que eu conheço com estas empresas são assim, eu posso, quero e mando, e preciso apenas de alguém em Angola, para fazer a reparação das UPS, este é que é o trabalho de parcerias destas empresas estrangeiras, sem excepção”, sustentou.
E o Vice – Ministro da ciência e tecnologia e coordenador nacional das tecnologias de informação Pedro Teta, argumentou que, “não existe no país uma associação das Empresas de Software ou Informática, para que elas tenham uma só voz, pois que verifica-se que tem actuado isoladamente no mercado, e como se sabe nós estamos numa economia aberta por isso reconhecemos que as empresas estrangeiras normalmente vêem apoiadas por uma linha de crédito, mas, o IT Fórum realizado em Luanda, de 29 de Novembro à 1 de Dezembro, serviria justamente para registar as empresas angolanas que actuam no mercado Informático e homologar os seus Software, que serviriam ao Estado angolano.
Entretanto aquele governante reconheceu que, “é verdade que em qualquer lugar do mundo não pode existir qualquer empresa que vai a um determinado país e presta logo serviços ao Governo, o que acontece em Angola, é que as empresas estrangeiras para operarem têm de fazer parcerias e cumprirem algumas regras, mas nós temos que defini-las, trabalho este que a Comissão Nacional das Tecnologias de Informação tem levado a cabo junto do Conselho de Ministros. Mas nós queremos garantir que muitas empresas estrangeiras que não têm instalações nem parcerias sérias com angolanos ou quadros nacionais a funcionar não podem vender aos órgãos do Governo, poderão faze-lo ao sector privado e não a máquina pública”, defendeu.
A Comissão Nacional das Tecnologias de Informação é um instrumento do Governo, ao nível do sector empresarial foi criada formalmente uma Associação Tecnológica das Empresas angolanas, que até o momento se desconhece a sua actuação no sentido de harmonizar o empresariado informático angolano.
Ainda assim, Rui Santos coordenador da Comissão Instaladora, esclarece que a mesma está activa, possuindo aproximadamente 54 membros, e tem respondido a todas as demandas que são feitas em termos de Comissão de Instalação, mas para que ela efectivamente funcione são necessários recursos financeiros e instalações, actuando de forma imparcial com uma direcção isenta e independente e boa remuneração aos funcionários, disse. “O orçamento já existe, dos 54 apenas 5 membros pagaram os valores iniciais necessários para o arranque da mesma, o que há 4 anos não acontece por falta de pagamento da maioria esmagadora dos membros da Associação Tecnológica das Empresas Angolanas”, concluiu.
A Telefonia móvel
A tecnologia móvel de terceira geração está neste momento a ser apresentada em Angola, pela operadora da rede 91. A empresa que entrou no mercado a prestar um serviço de primeira geração, lançou em 2004 um serviço especializado no fornecimento de Internet através de um terminal móvel, denominado Movinet, uma tecnologia que processa três vezes mais do que a rede fixa e que envolve a transmissão de dados através da tecnologia CDMA20001X.
Quanto a terceira Geração, segundo Luís Mendes técnico da operadora, a Movicel vai lançar ainda este ano, um novo serviço com uma largura de banda maior, correspondente a 2.4 Mega bits por segundo, com base na tecnologia CDMA2000EVDO, que permite transmitir o sinal da Televisão Pública de Angola, bem como prestar serviços de Localização terrestre.
Quanto aos segmentos de mercado, ela está em condições de prestar serviços domésticos, particulares e empresarial. Com a tecnologia disponível pode neste momento fornecer serviços de apoio as transmissões e comunicações nos Sistemas de pagamentos automáticos da Rede Multicaixa em Angola.
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