24/06/2007

INTRODUÇÃO
Em minha análise, pude afirmar com confiança que Angola estava cada vez melhor preparada para se tornar uma verdadeira sociedade da informação.
O progresso que observamos, especialmente nos centros urbanos, deveu-se em grande parte à expansão da telefonia móvel, que permitiu que muitos angolanos tivessem seu primeiro contato com a internet. Este fenômeno, que também foi reconhecido internacionalmente, foi fundamental para nosso projecto de inclusão digital.
Embora tivéssemos desafios pela frente, como a necessidade de melhorar as infraestruturas de telecomunicações e ampliar a formação técnica, estávamos no caminho certo. Nosso governo implementou projectos ambiciosos que visavam garantir que, até 2015, tivéssemos pelo menos um computador em cada aldeia de Angola, alinhando-nos com as metas estabelecidas pelas Nações Unidas.
Convidei todos a conhecerem mais sobre nossas iniciativas e como estávamos transformando Angola em um país digitalmente incluído.
Angola está em melhores condições de inclusão digital
O vice-ministro da Ciência e Tecnologia, Pedro Teta, afirmou hoje, em Luanda, que Angola está melhor preparada para se tornar numa sociedade de informação, devido ao avanço da telefónia móvel e dos projectos do Governo.
Segundo Pedro Teta, que falava em exclusivo à Angop sobre o estado actual das Tecnologias de Informação no país, hoje os centros urbanos estão muito mais incluídos, porque o avanço da telefonia móvel fez com que muitas pessoas tomassem contacto com a Internet, o que não acontecia antes.
Actualmente, esclareceu, a nível internacional cada vez mais está a se ver o quanto a telefonia celular contribuiu no projecto de inclusão digital.
Acredita que todo o movimento das tecnologias de informação – computadores e telefones – está a colaborar para reduzir a info-exclusão.

De acordo com o vice-ministro Pedro Teta, que também é coordenador da Comissão Nacional de Tecnologias de informação (CNTI), actualmente, por exemplo, em quase todos os bairros de Luanda há um ciber café e se se ter em conta o número de cidadãos que frequentam, um por dia, vai-se ver que o país já está acima de 100 mil utilizadores de Internet.
Porém, frisou, esta cifra não significa haver o mesmo número de pessoas com computadores em casa, sublinhando que Angola, tal como outros países de África, tem problemas de estatística.
Neste momento, prosseguiu, há Internet em todas as províncias do país, mas a grande dificuldade é a falta de infra-estruturas de telecomunicações e a formação, por isso, o Governo está a instalar redes de fibra para que haja Internet em todo o território e os preços baixem.
Disse haver ainda um caminho a percorrer, mas que o território está muito mais incluindo digitalmente.
Segundo afirmou, o primeiro passo é que todo o servidor público saiba dominar o computador, depois os alunos. A meta final é, até 2015, haver pelo menos um computador em cada aldeia de Angola, tal como pediu as Nações Unidas.
Informou que o Governo está a trabalhar para a massificação das tecnologias de informação a nível do país e informatização do aparelho do Estado.
Todos os anos, acentuo, a CNTI recebe computadores doados. Até Janeiro deste ano recebeu cerca de 600 computadores e os está a distribuir às províncias.
De acordo com o vice-ministro, no âmbito do projecto de massificação das TICS, a CNTI pretende distribuir até finais do ano em curso mais 1000 computadores nas capitais provinciais, comunas e aldeias.
Realçou que além dos governos províncias, a CNTI em cooperação com a Fundação Eduardo dos Santos (FESA), Ministério da Educação e o Governo do Canadá distribuiu computadores a 20 escolas de Luanda.
Este ano, no contexto de um projecto denominado Madriva, a comissão vai começar a formar 50 engenheiros angolanos, em cooperação com a França e o Brasil.
Em relação à administração pública, disse existir um plano estratégico de desenvolvimento das tecnologias de informação que o Governo está a cumprir no sentido de padronizar as soluções informáticas nestas instituições.
Paralelamente a isto, acrescentou, a comissão está a desenvolver um projecto de formação e superação dos agentes administrativos em termos das TICs.
Salientou que o país está numa fase boa em termos de governação electrónica, embora ainda se estar a dar uns passos se comparado com outros países do primeiro mundo, mas em relação à África, Angola encontra-se num nível médio em termos de TICs.
“Estamos a avançar com o plano e pensamos que em 2015 podemos concluir a sua implementação” afirmou, acrescentando que em relação à soluções informáticas, o Estado esta a começar com soluções pilotos.
O vice-ministro da Ciência e Tecnologia salientou que a CNTI está a trabalhar num plano estratégico em que pretende padronizar o tipo de rede, servidor, anti-vírus para que toda administração do Estado tenha a mesma estrutura para facilitar a manutenção e a compra dos equipamentos.
Neste momento, enfatizou, não se pode dizer que o país já atingiu o que deseja, mas trabalha-se neste sentido.
Alguns ministérios estão mais avançados em termos de algumas soluções como o das Finanças, Emprego e Segurança Social, Interior, justiça, Educação e Saúde.
A CNTI, explicou, está a seguir o Plano de Acção de Governação Electrónica e acredita que com a dinâmica do Governo em disponibilizar fundos para apoiar o processo de inter-operatividade até 2009 o processo de informatização da administração pública estará concluido.
De acordo Pedro Teta, para o país se tornar incluindo digitalmente precisa de ter telefones, redes de telefónia e fibra óptica em todo território, informando que estes projectos só serão concluidos em 2009 e depois deles os planos informáticos.
“A comissão não está a espera que primeiro se faça as telecomunicações para depois se fazer os conteúdos”, salientou, realçando que enquanto o Ministério das Telecomunicações monta as redes, a instituição está a criar quiosques, centros multimédias e comunitários nas províncias, assim como formar pessoal.
Na óptica do vice-ministro, com a conclusão destes projectos grande parte do país estará completamente incluindo, fundamentalmente a nível dos servidores públicos.

Por: Benone Marcos
Fonte: AngoNotícias
http://www.tiangola.com/index.php?option=com_content&task=view&id=131&Itemid=148
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