
29/10/2006
INTRODUÇÃO
O I Fórum de Tecnologias de Informação, realizado em Luanda entre 29 de novembro e 1º de dezembro, foi concebido com o objetivo de criar oportunidades para o estabelecimento de parcerias estratégicas, capazes de potencializar os 270 milhões de dólares (205 milhões de euros) de investimento estatal previstos para esta área entre 2007 e 2011.
Na época, destaquei — enquanto vice-ministro angolano da Ciência e Tecnologia e autor deste artigo — que era essencial promover um evento que congregasse empresas nacionais e estrangeiras, visando identificar parceiros que pudessem contribuir para o aproveitamento integral dos recursos destinados à modernização tecnológica de Angola.
O fórum ocorreu em um momento em que o país vivia um período de intenso desenvolvimento econômico, aliado à implementação dos planos de ação da governação eletrónica e da sociedade de informação, documentos aprovados pelo governo angolano no início daquele ano. Durante o evento, realizado no Centro de Convenções de Talatona, o Governo teve a oportunidade de apresentar seus projetos e iniciativas, ao mesmo tempo em que empresas e a administração pública angolana puderam se atualizar sobre as inovações mais recentes em Tecnologias da Informação.
A organização priorizou a participação de países de língua portuguesa, especialmente Portugal e Brasil, mas o fórum também contou com representantes e especialistas de outros países, como África do Sul, França, Estados Unidos, Suíça e grandes empresas do setor, incluindo a Microsoft.
Um dos destaques da programação foi o painel dedicado à aplicação das tecnologias de informação no setor petrolífero, tema vital para a economia angolana e que impulsionou diálogos produtivos entre governo e setor privado.
— Pedro Teta, angolano, autor e vice-ministro da Ciência e Tecnologia à época do evento.
Angola quer investir USD 270 milhões em tecnologia
O I Fórum de Tecnologias de Informação, que começa esta quarta-feira em Luanda, pretende criar oportunidades para o estabelecimento de parcerias que permitam aproveitar os 270 milhões de dólares (205 milhões euros) de investimento estatal nesta área nos próximos cinco anos.
Segundo Pedro Teta, o Governo prevê um investimento de 270 milhões de dólares nos próximos cinco anos – entre 2007 e 2011 – para promover a modernização do país a nível das tecnologias de informação (TI).
«Entendemos que era necessário promover um fórum que congregasse empresas nacionais e estrangeiras para podermos identificar parcerias que permitam abarcar todo o volume de investimento previsto para os próximos anos», afirmou Pedro Teta, vice-ministro angolano da Ciência e Tecnologia, em declarações à Lusa.
Nesse sentido, salientou que «os objectivos do fórum estão ligados a esta fase em que Angola apresenta um desenvolvimento económico muito grande, mas também com a aplicação dos planos de acção da governação electrónica e da sociedade de informação», documentos aprovados pelo governo angolano no início deste ano.
Na prática, o Fórum Angola TI 2006, que vai decorrer até sexta-feira no Centro de Convenções de Talatona, nos arredores sul de Luanda, permitirá que o Governo apresente os seus projectos e iniciativas, mas também será uma oportunidade para que as empresas e a administração pública angolana se actualizem ao nível das mais recentes evoluções na área das tecnologias de informação.
Para atingir os objectivos estabelecidos, a organização do evento apostou preferencialmente nos países de língua portuguesa, com especial relevo para Portugal e Brasil, mas também estarão presentes empresas e especialistas de outros países, como África do Sul, França, EUA ou Suíça, além de representantes de grandes empresas do sector, entre as quais o gigante Microsoft.
Todos aqueles que convidamos estarão presentes», assegurou Pedro Teta, manifestando convicção no sucesso deste fórum, que é organizado pela Comissão Nacional das Tecnologias de Informação (CNTI), com o apoio do Governo angolano.
Para o vice-ministro da Ciência e Tecnologia, no programa de trabalhos assume especial destaque o painel que será integralmente dedicado à aplicação das tecnologias de informação no sector dos petróleos.
Fonte: Fonte: Diário Digital/Lusa – Editado por AD
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